Organização “Efatha” preocupada com tratamento de anemia falciforme

Anemia Falciforme

A melhoria do atendimento e dos cuidados prestados aos doentes de anemia falciforme está a preocupar a Organização Não Governamental Efatha, que considera a luta contra a patologia uma emergência nacional. Para o presidente da ONG, António Félix, ouvido pelo JA, é preciso haver maior cuidado com os doentes de anemia falciforme, cujos números continuam […]

A melhoria do atendimento e dos cuidados prestados aos doentes de anemia falciforme está a preocupar a Organização Não Governamental Efatha, que considera a luta contra a patologia uma emergência nacional.

Para o presidente da ONG, António Félix, ouvido pelo JA, é preciso haver maior cuidado com os doentes de anemia falciforme, cujos números continuam a aumentar a cada ano.

“É preciso que cada cidadão se reveja nesta missão e ajude a criar medidas mais favoráveis para os pacientes”, recomendou.
A ONG, avançou, tem realizado encontros regulares para sensibilizar a população sobre a condição do doente e as implicações e complicações da anemia falciforme no quotidiano das vítimas.

Testemunhos

Diagnosticada aos dois anos com anemia falciforme, Yara de Brito é uma das portadoras da doença, que todos os anos tem procurado superar. A descoberta, contou, ocorreu da pior forma. Na altura, lembrou, havia pouca informação sobre a anemia falciforme. “Alguns médicos disseram-se que sobreviveria apenas até aos 15 anos”.

A primeira crise, recordou, ocorreu aos nove anos. “Tive de ficar internada por um mês”, disse, além de informar que devido à doença, passou por discriminações e bullying. “Mas, apesar disso, consegui sobreviver aos estigmas”.

Yara de Brito adiantou que mesmo com a doença, conseguiu vencer na vida. Hoje, com 27 anos, é licenciada e formada em psicologia clínica. “Uso a experiência para dar consolo e esperança aos que passam pelo mesmo. Considero-me uma vencedora. Além disso, estou há nove anos sem crises. Se ontem eu era discriminada, por ter olhos amarelados e inchaço nos pés e nas mãos, hoje, sou vista como uma doutora de referência”.

Outro exemplo de superação é de Luísa Simão, mãe de um menino com anemia falciforme, que descobriu a doença no filho depois do parto. “A partir dos oito meses, começamos a fazer o tratamento e nesta altura me informaram que ele não sobreviveria até aos seis anos”, disse.

Acesso à informação

A médica Irene Lialunga explicou que a anemia falciforme precisa de ser encarada como um problema de Saúde Pública, como o HIV, assim como é necessário maior divulgação da informação sobre a doença, pois o conhecimento também é uma forma de prevenção.

De acordo com a médica, as pessoas com a doença são portadoras da hemoglobina S, composta por células muito frágeis, que se rompem com facilidade e, muitas vezes, agrupam-se e entopem os vasos sanguíneos, dificultando a circulação do sangue.

Em alguns casos, esclareceu, a pessoa herda dos pais Hemoglobina A, normal, e a S, da doença, mas leva uma vida normal e saudável, mesmo sendo um portador. “Contudo, quem herda a Hemoglobina SS dos pais é considerado doente. Apenas alguém com a Hemoglobina A e A está ausente da doença nem é portador”.

Sou membro da equipa de atendimento e informações da Rádio Adventus Online, a sintonia da esperança 93.9, estamos prontos para servir... Por: Rádio Adventus


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